Dólar hoje cai para R$ 4,98 após corte de PIS/Cofins na gasolina e alivia o câmbio

Painel do mercado cambial com cotação do dólar e reação dos investidores ao principal gatilho da sessão

O dólar hoje abriu em queda no mercado brasileiro e era cotado a R$ 4,9868 nas primeiras horas desta sexta-feira (24/04/2026), baixa de 0,75% ante o fechamento anterior. O movimento acompanha o corte de PIS/Cofins na gasolina e a leitura de indicadores econômicos que ajudam a orientar o humor dos investidores no câmbio.

O que aconteceu com o dólar hoje

Na pré-abertura desta sexta-feira, o dólar comercial passou a recuar frente ao real após o anúncio do corte de PIS/Cofins sobre a gasolina. A medida tem impacto direto sobre a inflação e pode influenciar as expectativas para a política monetária, ponto sensível para o mercado de câmbio.

Além disso, investidores acompanham a divulgação de dados como o Investimento Direto no País (IDP) e a conta corrente. Esses indicadores ajudam a medir o fluxo de recursos para o Brasil e, por isso, também pesam na formação do preço da moeda.

Segundo o Investing, o corte de tributos sobre combustíveis foi um dos principais gatilhos para o alívio do dólar nesta manhã. Na sessão anterior, a moeda havia fechado em R$ 5,0245. Agora, ao abrir em R$ 4,9868, sinaliza um viés de baixa no início do pregão.

Por que o dólar caiu

A queda do dólar hoje está ligada principalmente ao corte de PIS/Cofins na gasolina. Na leitura do mercado, a medida reduz pressões inflacionárias e pode favorecer um ambiente de juros mais estável ou até abrir espaço para cortes futuros, o que melhora a percepção sobre os ativos brasileiros.

Além disso, a divulgação do IDP e da conta corrente reforça a percepção de fluxo positivo de capitais para o país. Esse tipo de movimento tende a dar suporte ao real e contribui para a desvalorização do dólar frente à moeda brasileira.

Embora o cenário externo siga no radar, o fator doméstico foi o principal catalisador da baixa nesta pré-abertura.

Impactos no mercado brasileiro

Um dólar mais baixo costuma aliviar custos para empresas importadoras e reduzir pressões sobre produtos e insumos vindos do exterior. Para o consumidor, esse movimento também pode ajudar a conter a inflação, especialmente em áreas sensíveis ao preço dos combustíveis.

No mercado futuro, o minidólar (WDOK26), que havia superado os R$ 5,00 em sessões anteriores, agora reflete um cenário de menor pressão cambial, segundo análise do InfoMoney.

O Ibovespa também tende a se beneficiar de um câmbio mais comportado, sobretudo em empresas com despesas atreladas à moeda americana. Com menor pressão do dólar, parte do mercado passa a enxergar um ambiente mais favorável para ativos locais.

O que esperar do câmbio nas próximas horas

Para o restante do pregão, a expectativa é de que o dólar siga oscilando ao redor de R$ 5,00, com viés de baixa caso o fluxo de notícias positivas continue. O mercado deve monitorar novos dados econômicos e eventuais anúncios do governo com potencial de impacto sobre o câmbio.

Ao mesmo tempo, fatores externos continuam no radar, como decisões de política monetária nos Estados Unidos e oscilações nas commodities. Ainda assim, no noticiário desta sexta-feira, o corte de tributos sobre combustíveis aparece como o principal driver local para a moeda.

O que isso significa para o investidor

Para o investidor, a queda do dólar hoje indica um alívio pontual no câmbio sustentado por fatores domésticos, especialmente pela percepção de menor pressão inflacionária após o corte de PIS/Cofins na gasolina. Esse movimento pode favorecer ativos ligados ao mercado interno e empresas menos pressionadas por custos em moeda estrangeira.

Ao mesmo tempo, a leitura ainda exige cautela. O câmbio segue sensível a dados econômicos, fluxo de capital e ao ambiente externo. Por isso, mesmo com o recuo desta manhã, a volatilidade continua sendo um elemento importante no curto prazo.

Resumo do dia

  • O dólar hoje caiu para R$ 4,9868 nas primeiras horas do pregão, após fechar a sessão anterior em R$ 5,0245.
  • O principal gatilho para a baixa foi o corte de PIS/Cofins na gasolina, que reduz pressões inflacionárias.
  • Dados como IDP e conta corrente também ajudaram a sustentar a percepção de fluxo positivo para o Brasil.

Fontes citadas no texto

Este conteúdo foi produzido com base em informações de veículos financeiros e tem caráter exclusivamente informativo. Não constitui recomendação de investimento.